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Prefeitura de Belford Roxo já iniciou reforma na Vila Olímpica


BELFORD ROXO - Campo de futebol de areia com traves enferrujadas; quadra poliesportiva no cimento grosso e pista de atletismo sem borracha. Este era o cenário da Vila Olímpica de Belford Roxo. O abandono deixado pelo governo passado reflete na preparação de jovens atletas. Mas, a Prefeitura “fez um gol de placa” - e uma “cesta de três pontos” – ao conseguir com o Governo Federal verba para reforma do complexo esportivo, que já começou. A previsão é que o espaço seja reinaugurado em outubro pelo prefeito Wagner Carneiro, o Waguinho.

Em março, durante a visita da judoca e campeã olímpica Rafaela Silva, o prefeito Waguinho já havia sinalizado que iria buscar recursos para reformar a vila. “É inadmissível que um complexo esportivo desse porte esteja abandonado. Vamos incentivar o esporte na cidade para formarmos não só atletas, mas cidadãos conscientes e que irão nos ajudar no desenvolvimento do município. Já começamos a reforma com a parceria do Governo Federal”, disse.


O secretário de Esporte e Lazer, Fábio Augusto de Oliveira, o Fabinho Varandão, destacou que esteve em Brasília com um corpo técnico e mostrou a estrutura da vila ao Ministério do Esporte. “Fizemos um levantamento e mostramos a necessidade de revitalizar o espaço. É inadmissível que um polo esportivo como o que temos esteja em precárias condições. Isso é falta de respeito com a população. Nossos atletas não podem ficar sem treinar”, enfatizou Varandão.

O secretário disse ainda que quando assumiu, em janeiro, o campo de grama sintética estava cheio de entulho. “Conseguimos retirar o material e limpamos o matagal que cobria o entorno da pista e melhoramos o aspecto da vila. Agora, com as reformas, este espaço voltará novo para os atletas e para a população”, comemorou Varandão, destacando que a vila já ganhou cores novas e está toda pintada por fora.

Na quadra poliesportiva, as tabelas de basquete estavam quebradas e as traves de futsal não existiam. O piso já foi colocado. As traves e tabelas serão repostas no final da obra. A pista de atletismo, que está com o revestimento em precário estado, será refeita, os gradis retorcidos serão reformados e o entulho espalhado no campo de grama sintética foi retirado.

Atualmente a Vila Olímpica, que conta com 500 alunos matriculados, oferece aulas de judô, karatê, jiu-jitsu, dança, dança de salão e capoeira. Com a reforma, será aberta também uma academia popular, além do retorno de outras modalidades esportivas como: futebol de areia, futebol em campo de grama sintética, futsal, vôlei, basquete, handebol e treino funcional.


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Belford Roxo sedia amistoso de futebol de cegos entre Brasil e Argentina



BELFORD ROXO - Brasil e Argentina, o maior clássico da América do Sul, será disputado em Belford Roxo, na modalidade futebol de 5 (jogadores com deficiência visual). O amistoso, batizado de Desafio Internacional, acontecerá na segunda-feira (15), a partir das 9h, no Ciep Constantino Reis, em São Bernardo. Nesta quarta-feira (10-05), o bicampeão mundial e campeão paralímpico, Anderson Dias, esteve no Ciep Constantino Reis para fazer o reconhecimento da quadra.

Na avaliação do prefeito Wagner Carneiro, o Waguinho, o amistoso marca uma nova fase no município. “As pessoas estão acreditando no nosso governo. Minha meta é investir ainda mais em educação para que nossos jovens estejam sempre preparados para qualquer eventualidade. Aliado a isso, o esporte também ganhará, pois meu objetivo é reformar a vila olímpica para que Belford Roxo volte a disputar e vencer competições importantes”, encerrou. “Brasil e Argentina é clássico em qualquer modalidade. Fico orgulhoso por Belford Roxo sediar este importante jogo”, completou o secretário da Casa Civil, Márcio Canella.

Presidente da Urece Esporte e Cultura para Cegos, Anderson Dias explicou que a entidade tem uma parceria com o Ciep Constantino Reis (no local funciona um polo de surdos e outro de deficientes visuais) e u dos objetivos do amistoso é mostrar que no Brasil há esporte paraolímpico de destaque. A Seleção Brasileira de futebol de 5 é tetracampeã olímpica.

“Moro em Nova Aurora e quis mostrar a Belford Roxo, minha cidade, que as crianças podem aprender o futebol de cinco e outras modalidades paraolímpicas aqui. O amistoso é um incentivo e algo inédito na cidade. Eu poderia marcar o jogo para o Instituto Benjamim Constant (que fica na Urca), mas quero mostrar que apesar de não ter tido oportunidades no passado na minha cidade, os alunos de Belford Roxo conhecerão o esporte”, disse Anderson Dias, que é cego desde os três anos de idade.


Professor de educação física do Ciep Casemiro Meirelles, Paulo Pereira Cabral Junior, frisou que o polo de deficientes visuais da unidade conta com 23 alunos que jogam futebol, golbol e praticam atletismo. Segundo o profissional, cada esporte é adaptado de acordo com as necessidades de cada aluno. “O planejamento tem que ser individual para que todos sejam beneficiados. Fico muito orgulhoso quando vejo os avanços e a criança começa a se equilibrar e a desenvolver a coordenação motora. Isso não tem preço”, arrematou o professor.

O que é o futebol de 5

Futebol de 5 é a modalidade de futebol para deficientes visuais. Durante a partida, todos jogadores que atuam na linha utilizam vendas. O objetivo é igualar os níveis de deficiência visual. Apenas o goleiro enxerga.

Os quatro jogadores na linha se orientam de diferentes maneiras: dentro da bola existe um guiso, de modo que qualquer movimento com a bola se torna sonoro, além disso, o goleiro emite orientações da a defesa, o técnico auxilia os jogadores no meio da quadra, e uma pessoa conhecida como “chamador” bate na trave rival com objetos metálicos, localizando o gol para os atacantes.

As partidas são divididas em dois tempos de 25 minutos. Não há prorrogação, em caso de empate em jogos decisivos. A definição é nos pênaltis. Além disso, a quadra não possui linhas laterais. Uma mureta de 1,20m cerca a área do jogo, se a bola bater nela, a partida não é interrompida – quem pegar segue a jogada.

Via Imprensa PMBR


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